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Co-anfitrião Airbnb em 2026: Quanto Ganha, Como Ser e Como Contratar

Guia completo para quem quer virar co-anfitrião no Airbnb e para quem precisa contratar. Quanto ganha, como formalizar, contrato pronto e diferenças em Airbnb e Booking.

06 de abril de 2026 Atualizado em 27 de abril de 2026 12 min de leitura Diego Sampaio
Co-anfitrião Airbnb em 2026: Quanto Ganha, Como Ser e Como Contratar

O co-anfitrião permite escalar sem contratar empresa de gestão. É também a porta de entrada para quem quer trabalhar com aluguel por temporada sem ter imóvel próprio. O problema é que quase nenhum guia mostra os números reais: quanto ganha, quanto paga, como formalizar, o que pode dar errado. Este artigo cobre os dois lados: quem quer virar co-anfitrião e quem precisa contratar um.

O que é um co-anfitrião no Airbnb?

Co-anfitrião é um papel oficial reconhecido pelo Airbnb. Na prática, é uma pessoa adicionada ao anúncio de outro anfitrião com permissões para gerenciar parte ou a totalidade da operação: responder hóspedes, coordenar check-in, ajustar calendário, lidar com avaliações. A diferença em relação a um gestor profissional é a informalidade — co-anfitrião costuma ser um acordo entre pessoas físicas, sem CNPJ envolvido, remunerado por percentual ou valor fixo combinado em contrato privado.

A função virou tão relevante que o Airbnb criou, em 2023, a Rede Oficial de Coanfitriões, um marketplace interno onde anfitriões publicam vagas e co-anfitriões qualificados se candidatam. Para entrar nessa rede como prestador é preciso histórico de anfitrião comprovado, mas para ser co-anfitrião informal de alguém que já é anfitrião não há barreira de entrada — basta ser adicionado pelo anfitrião principal no aplicativo.

Como funciona o co-anfitrião no Airbnb: permissões e responsabilidades

Quando o anfitrião principal adiciona um co-anfitrião, ele escolhe o nível de acesso. O Airbnb oferece três opções:

  • Acesso total: co-anfitrião pode fazer tudo (mensagens, calendário, preços, avaliações, financeiro)
  • Acesso a mensagens e calendário: responde hóspedes e ajusta disponibilidade, mas não mexe em preço nem saca dinheiro
  • Acesso só a mensagens: apenas responde, tudo o resto fica com o anfitrião principal

Responsabilidades típicas que o anfitrião delega:

  • Responder mensagens em menos de 1 hora
  • Coordenar check-in e check-out (presencial ou self check-in)
  • Verificar ocorrências durante a estadia
  • Agendar e supervisionar limpeza entre hóspedes
  • Lidar com reclamações e problemas de manutenção
  • Solicitar e responder avaliações
  • Ajustar preços em feriados e eventos

📋 Modelo de Contrato de Co-anfitrião

Contrato simples de prestação de serviços entre anfitrião e co-anfitrião, editável em Word.

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Quanto ganha um co-anfitrião no Airbnb em 2026?

Esta é a pergunta que ninguém responde com números reais, e é exatamente onde a maioria dos contratos dá errado. A remuneração de co-anfitrião no Brasil em 2026 segue três modelos principais, cada um com faixas bem definidas:

Modelo 1: Percentual sobre a receita líquida (mais comum)

O co-anfitrião recebe uma fatia da receita do imóvel após descontar a comissão do Airbnb, taxa de limpeza e outras despesas operacionais.

EscopoPercentual justo
Operação completa (mensagens, check-in, limpeza, manutenção, preços)25% a 30%
Operação parcial (mensagens, check-in, coordenação de limpeza)15% a 20%
Só mensagens e coordenação remota10% a 15%
Só limpeza contratada separadamenteValor fixo por diária + taxa

Modelo 2: Valor fixo por reserva

O co-anfitrião recebe um valor por reserva concluída, independentemente do valor da diária. Faixas típicas: R$ 50 a R$ 150 por reserva para escopo completo, R$ 20 a R$ 50 para só mensagens.

Modelo 3: Valor fixo mensal

O co-anfitrião recebe um salário fixo, independentemente do volume de reservas. Funciona melhor quando o imóvel tem ocupação alta e previsível. Faixas típicas: R$ 800 a R$ 2.500 por mês por imóvel, escalando com número de imóveis sob gestão.

Cenários reais de ganho mensal

Com base em média de ocupação e diária no Brasil em 2026, um co-anfitrião pode esperar:

CenárioImóveisReceita do imóvel/mês% co-anfitriãoGanho líquido
Co-anfitrião iniciante1R$ 6.00020%R$ 1.200
Meio período3R$ 18.00020%R$ 3.600
Período integral5R$ 30.00025%R$ 7.500
Especialista urbano8R$ 50.00020%R$ 10.000

Os números pressupõem ocupação de 70% e diária média de R$ 300 — padrões realistas para cidades médias brasileiras. Em destinos como Florianópolis, Balneário Camboriú e Gramado, os valores podem ser 30% a 50% maiores na alta temporada.

Quais são os requisitos para ser co-anfitrião no Airbnb?

Há dois caminhos e dois conjuntos de requisitos separados.

Caminho informal (sem requisitos)

Se você conhece alguém que já é anfitrião e quer te contratar, não há barreira formal. O anfitrião principal simplesmente vai ao aplicativo e te adiciona como co-anfitrião, pedindo apenas seu e-mail cadastrado no Airbnb. Você precisa ter conta pessoal no Airbnb (mesmo que nunca tenha hospedado ninguém) e concordar com os termos ao receber o convite.

Caminho oficial pela Rede de Coanfitriões

Para aparecer no marketplace oficial do Airbnb como prestador disponível, é preciso cumprir requisitos de experiência:

  • 10 ou mais estadias hospedadas nos últimos 12 meses como anfitrião ou co-anfitrião, ou
  • 3 ou mais estadias que somem 100 noites ou mais nos últimos 12 meses
  • Ter anúncio ativo (próprio ou como co-anfitrião de alguém)
  • Histórico de boas avaliações
  • Responder em menos de 24 horas em 90% dos casos

Para quem está começando sem nenhuma experiência, o caminho é: pegar um primeiro contrato informal com um amigo ou conhecido anfitrião, acumular as 10 estadias, e aí sim se inscrever na Rede oficial para escalar.

Como se tornar co-anfitrião no Airbnb passo a passo

Se você já tem o anfitrião (ou acabou de fechar o primeiro contrato), o fluxo operacional é rápido:

  1. Baixe o aplicativo Airbnb e faça login com seu e-mail pessoal
  2. Peça ao anfitrião principal para te adicionar como co-anfitrião (ele faz isso em Anúncios → selecionar imóvel → Coanfitriões → Adicionar pessoa)
  3. Aceite o convite no seu e-mail
  4. Combine o nível de permissão que o anfitrião vai te dar (acesso total é o mais comum)
  5. Comece a receber notificações de mensagens e reservas diretamente no seu app

Do lado do anfitrião principal, é importante manter o controle do financeiro mesmo delegando operação. O dinheiro das reservas continua caindo na conta do anfitrião principal, e é ele quem repassa o co-anfitrião conforme combinado. Nunca confie em palavra verbal — todo acordo precisa estar em contrato.

Como contratar um co-anfitrião: o que procurar e como formalizar

Se você é o anfitrião que está contratando, use este checklist para não errar na escolha:

  • Experiência comprovada: peça para ver o perfil de anfitrião dele no Airbnb e leia avaliações
  • Disponibilidade horária: co-anfitrião bom responde em menos de 1 hora
  • Proximidade geográfica: se precisa de check-in presencial, precisa morar perto
  • Boa comunicação: teste a resposta dele em uma conversa antes de contratar
  • Referências: peça contato de outros anfitriões com quem ele trabalha
  • Contrato por escrito: sempre, sem exceção

O contrato de co-anfitrião é um acordo de prestação de serviços simples, mas precisa cobrir pontos críticos:

  • Escopo detalhado (o que ele faz e o que não faz)
  • Remuneração (modelo, percentual ou valor, quando é pago)
  • Prazo de vigência e condições de rescisão
  • Confidencialidade (não compartilhar dados de hóspedes)
  • Responsabilidade por danos e problemas operacionais
  • Direito de uso do perfil (Airbnb não permite que co-anfitrião finja ser o anfitrião principal)

Muitos contratos que vejo online são genéricos demais ou copiados de modelo de prestação de serviço de outro setor. O resultado é que, quando dá briga, nada está coberto. Por isso disponibilizei um modelo específico para co-anfitrião de Airbnb no download do início deste artigo.

O co-anfitrião existe no Booking.com também?

Sim, mas com nomenclatura diferente. O Booking não tem a figura "co-anfitrião" — tem usuários adicionais da Extranet com níveis de permissão separados. O anfitrião principal pode adicionar outra pessoa com um dos seguintes roles:

  • Administrador: acesso total, incluindo financeiro e configurações
  • Gerente de propriedade: gerencia reservas, calendário e mensagens, sem acesso ao financeiro
  • Reservas: só vê e responde mensagens e reservas

A diferença prática é que o Booking é mais corporativo no modelo. Não há percentual padrão nem marketplace de co-anfitriões — é você que define a remuneração em contrato privado, igual ao Airbnb. Se você é co-anfitrião de múltiplas propriedades em ambas as plataformas, seu contrato deve cobrir as duas, detalhando se as permissões e remunerações são iguais ou diferentes por plataforma.

Para quem gere muitos imóveis em ambas as plataformas, a dor real não é a figura do co-anfitrião — é sincronizar duas interfaces diferentes. Um channel manager adequado resolve isso, fazendo o co-anfitrião trabalhar em um painel único que reflete Airbnb, Booking, VRBO e reserva direta.

Como evitar conflitos entre anfitrião e co-anfitrião?

Os três conflitos mais comuns que vejo na prática:

  1. Divergência de avaliação de hóspede: o co-anfitrião acha que o hóspede merece 4 estrelas, o anfitrião acha que merece 5 (ou vice-versa). Solução: no contrato, definir quem tem a palavra final nas avaliações.
  2. Decisão sobre cancelamento: um hóspede pede cancelamento excepcional, o co-anfitrião autoriza, o anfitrião descobre depois que perdeu 30% do mês. Solução: definir um valor-teto de cancelamento que o co-anfitrião pode aprovar sozinho. Acima disso, precisa consultar o anfitrião.
  3. Reparos e manutenção: quem paga uma torneira quebrada, um controle remoto perdido, uma toalha estragada? Solução: definir valor-limite para reparos imediatos que o co-anfitrião pode autorizar sem consulta, e o que precisa aprovação prévia.

Prevenir é mais fácil que remediar. Dedique 30 minutos para alinhar esses três pontos antes de começar, e anote as decisões no contrato.

Dica ZeloHost: Uma forma de reduzir atrito entre anfitrião e co-anfitrião é centralizar informações em um guia digital profissional. O ZeloHost cria um manual do imóvel acessível via QR Code que o hóspede consulta sozinho — regras da casa, Wi-Fi, instruções de eletrodomésticos, dicas locais — liberando o co-anfitrião de responder as 30 perguntas repetitivas que hóspedes fazem em toda estadia e deixando ele focar só nos problemas reais.


Co-anfitrião é uma das rotas mais acessíveis para entrar no mercado de aluguel por temporada sem capital próprio e, do lado contrário, é o que permite ao anfitrião solo escalar sem virar empresa de gestão. Os dois lados ganham quando o contrato é claro, a remuneração é justa e as responsabilidades estão formalizadas desde o início.

Se você está começando como co-anfitrião, o caminho é arrumar o primeiro contrato, acumular experiência e se inscrever na Rede oficial. Se está contratando, baixe o modelo de contrato, defina escopo claro e comece com um período de teste de 60 a 90 dias antes de formalizar acordo longo.

Para quem opera Airbnb e Booking ao mesmo tempo e quer simplificar o dia a dia, conheça os planos do ZeloHost a partir de R$ 9,95/mês no anual — guia digital que trabalha para anfitrião e co-anfitrião igualmente.

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